Sim —criptomoedas pagam imposto no Brasil, e entender como funciona essa tributação é essencial para quem investe em ativos digitais.
Com a evolução do mercado e o aumento da participação de investidores, a Receita Federal passou a exigir mais transparência nas operações com criptoativos. A partir de julho de 2026, novas regras entram em vigor com aDeclaração de Criptoativos (DeCripto), ampliando o controle sobre essas transações.
Neste artigo, você vai entender de forma claraquando há imposto, como declarar corretamente e o que muda nas regras mais recentes.
O que você vai ler neste artigo
Se criptomoedas pagam imposto no Brasil
Quando há incidência de imposto sobre criptoativos?
Como funciona o IR sobre ganhos com cripto?
O que muda com aInstrução Normativa RFB nº 2291/2025?
Quem precisa declarar operações com cripto?
Quais erros evitar na declaração?
Como se organizar para o IR 2026?
Criptomoedas pagam imposto no Brasil?
Sim.Criptomoedas são tributadas como bens e direitos, e podem gerar imposto dependendo do tipo de operação realizada. No Brasil, aReceita Federalconsidera criptoativos como ativos que podem ser:
declarados no patrimônio;
tributados em caso de ganho de capital;
monitorados em operações relevantes.
Isso significa que:
comprar e manter cripto não gera imposto imediato;
vender com lucro pode gerar tributação;
operações precisam ser informadas à Receita.
Essa abordagem segue a lógica de outros ativos financeiros, mas com regras específicas para o mercado digital.
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Quando é necessário pagar imposto sobre criptomoedas?
O imposto sobre criptoativos é devido principalmente quando háganho de capital na venda. Atualmente, a regra central funciona assim:
vendas mensais de até R$ 35.000 → isentas de imposto;
vendas acima de R$ 35.000 → tributação sobre o lucro.
As alíquotas seguem a tabela de ganho de capital:
15% sobre ganhos até R$ 5 milhões;
podendo aumentar em valores mais elevados;
Além da venda direta, também podem gerar impacto fiscal:
Ou seja, mesmo sem converter para real, algumas operações podem ter relevância tributária.
Como funciona o cálculo do imposto sobre ganhos com cripto?
O imposto é calculado com base nolucro obtido na operação, ou seja:
valor de venda – custo de aquisição
Por exemplo:
compra de bitcoinpor R$ 10.000;
venda por R$ 15.000;
lucro: R$ 5.000;
imposto: 15% sobre o lucro (se ultrapassar o limite mensal).
Alguns pontos importantes:
o cálculo deve ser feitoem reais;
é necessário manter controle dopreço médio de aquisição;
taxas podem impactar o resultado final.
Esse processo exige organização, especialmente para quem realiza múltiplas operações ao longo do tempo.
O que muda com a Instrução Normativa RFB nº 2291/2025?
A principal novidade para o IR 2026 é a criação daDeclaração de Criptoativos (DeCripto), que amplia o monitoramento das operações pela Receita Federal.
Essa norma estabelece que:
operações com criptoativos devem serreportadas com mais detalhamento;
há integração com padrões internacionais(CARF);
aumenta o nível de transparência do mercado.
Entre as informações exigidas, estão:
data e tipo da operação;
identificação dos usuários;
quantidade e valor dos criptoativos;
taxas envolvidas;
saldos ao final do ano.
Além disso, passam a ser monitoradas operações como:
compra e venda;
permutas;
transferências entre carteiras;
staking, mineração e airdrops;
uso de cripto em pagamentos.
Na prática, isso não cria um novo imposto, masreforça a obrigação de informar corretamente as operações.
Quem precisa declarar operações com criptomoedas em 2026?
A obrigatoriedade depende do tipo de operação e da forma como ela foi realizada. Devem declarar:
Pessoas físicas no Brasil que:
operaram emplataformas no exterior;
utilizaramprotocolos descentralizados(DeFi);
realizaram operações fora de intermediários;
movimentarammais de R$ 35.000 no mês.
Prestadoras de serviço de cripto:
empresas que operam no Brasil;
plataformas que atendem usuários brasileiros;
instituições com integração financeira local.
Além disso, a declaração pode ser:
mensal(operações);
anual(saldos e consolidação).
Esse modelo aumenta a capacidade da Receita de acompanhar o mercado de forma mais detalhada.
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Quais são os principais erros ao declarar criptomoedas?
Mesmo com regras mais claras, alguns erros ainda são comuns:
❌ Não declarar cripto no patrimônio –Mesmo sem venda, os ativos devem constar na ficha de bens.
❌ Ignorar o limite de R$ 35 mil –Muitos investidores confundem isenção com dispensa de declaração.
❌ Não registrar permutas –Trocar um criptoativo por outro também pode ter impacto fiscal.
❌ Falta de controle de preço médio –Sem isso, o cálculo do imposto pode ficar incorreto.
❌ Desconsiderar operações fora de corretoras –DeFie carteiras próprias também entram na regra.
Evitar esses pontos ajuda a reduzir riscos de inconsistência e possíveis penalidades.
Quais são as penalidades por não declarar corretamente?
A nova regulamentação prevê penalidades para quem não cumprir as obrigações. Entre elas:
multas por atraso –R$ 100 por mês para pessoa física;
multas por erro ou omissão –até1,5% do valor da operação;
possibilidade de fiscalização mais aprofundada.
Além disso, em casos mais graves, pode haver comunicação aoMinistério Públicoem situações que indiquem irregularidades mais sérias. Isso reforça a importância de manter organização e transparência nas operações.
Como se organizar para declarar criptomoedas no IR 2026?
A melhor forma de lidar com a tributação é manter uma rotina simples de controle.
Algumas boas práticas incluem:
registrar todas as operações realizadas;
acompanhar valores em reais no momento da transação;
organizar histórico de compra e venda;
utilizar plataformas confiáveis;
acompanhar atualizações da Receita.
Além disso, contar com estruturas mais organizadas pode facilitar esse processo. Plataformas como aMynt, a plataforma cripto do BTG Pactual, oferecem um ambiente mais estruturado para acompanhar movimentações e manter controle das operações ao longo do tempo.
Como a evolução da regulação impacta o mercado cripto?
O avanço das regras fiscais mostra que o mercado cripto está se tornando mais integrado ao sistema financeiro tradicional. Esse movimento tende a:
aumentar asegurança jurídica;
ampliar aconfiança institucional;
facilitar a entrada de novos investidores;
reduzir assimetrias de informação.
Ao mesmo tempo, exige maior atenção por parte do investidor nagestão de suas operações. Entender esse cenário ajuda a navegar o mercado com mais clareza e preparo.
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Dúvidas comuns sobre imposto em criptomoedas
Preciso pagar imposto só por comprar cripto?Não. A tributação ocorre principalmente na venda com lucro.
Trocar uma cripto por outra gera imposto?Pode gerar, dependendo do contexto e do ganho envolvido.
Existe isenção?Sim, para vendas mensais até R$ 35.000.
Preciso declarar mesmo sem vender?Sim, os ativos devem constar na declaração de bens.
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