Desde a aprovação dos primeiros ETFs de bitcoin nos Estados Unidos, em janeiro de 2024, omercado de criptoativospassou por transformações significativas. Para o investidor comum, essa mudança representou mais do que a introdução de uma nova sigla na bolsa: significou acesso facilitado a ativos digitais, maior legitimidade institucional e novos caminhos para diversificação.
Com o tempo, esses ETFs consolidaram-se como uma porta de entrada segura e regulada para o mundo cripto. Mas, afinal, o que mudou de fato desde então? E por que essa evolução continua sendo um marco para quem está começando no universo dos criptoativos?

O que são ETFs de cripto e como eles funcionam?
ETFs (Exchange Traded Funds)são fundos de investimento negociados na bolsa de valores que replicam o desempenho de um ativo ou índice.No caso dosETFs de cripto, o ativo espelhado pode ser uma criptomoeda como obitcoinou oether.
Esses fundos permitem que o investidor tenha exposição às variações de preço desses criptoativos sem precisar comprá-los diretamente ou lidar com carteiras digitais. Existem dois principais tipos de ETFs de cripto:
ETFs futuros, que investem em contratos futuros (já aprovados desde 2021 nos EUA).
ETFs spot(à vista), que compram diretamente o ativo subjacente – por exemplo,ETFs de bitcoin à vistarealmente compram e armazenam BTC.
Essa segunda modalidade, aprovada em janeiro de 2024 para obitcoine em maio de 2025 para oether, foi um marco histórico. Ela facilita o acesso a criptoativos por meio de plataformas tradicionais de investimento.
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Como os ETFs de cripto aumentam a acessibilidade para o investidor comum?
A aprovação dos ETFs de cripto nos Estados Unidos, em janeiro de 2024, representou um marco importante para o mercado de criptoativos.Esses fundos permitiram que todo tipo de investidor tivessem exposição ao desempenho deativos digitais, como obitcoin,por meio de produtos financeiros tradicionais negociados em bolsas de valores.
Para muitos, os ETFs funcionaram como uma "porta de entrada" para o universo cripto, oferecendo:acesso facilitado a criptoativos por meio de plataformas tradicionais; exposição ao mercado sem a necessidade de gerenciar carteiras digitais ou chaves privadas; facilidade na declaração no Imposto de Renda, similar a outros fundos.
No entanto, é importante destacar que, ao investir por meio de ETFs, o investidornão possui diretamente os criptoativos. Isso significa que elenão pode utilizar funcionalidades específicas das plataformas cripto, como por exemplo realizar transações 24/7.
Vale destacar também que as plataformas cripto oferecem uma experiência mais completa e direta no ecossistema digital. Aocomprar criptoativosdiretamente, o investidor:tem posse real dos ativos digitais; pode aproveitar oportunidades de rendimento adicional, como staking e yield farming; pode acessar uma variedade maior de tokens e projetos emergentes; participa ativamente de comunidades e decisões em protocolos descentralizados.
Enquanto os ETFs democratizaram o acesso inicial aomercado de criptoativos, asplataformas especializadasoferecem uma imersão mais profunda e completa no universo digital.Para investidores que desejam explorar todo o potencial dos criptoativos, a compra direta por meio de plataformas cripto pode ser o caminho mais enriquecedor.
ETFs e a institucionalização do mercado de criptoativos: o que isso significa?
A aprovação de ETFs de bitcoin e ether à vista é um passo simbólico (e prático) rumo àinstitucionalização do mercado de criptoativos. Grandes gestoras comoBlackRock, Fidelity e Franklin Templetonpassaram a oferecer ETFs de cripto – o que representa:
Validação do setor por parte de players tradicionais
Entrada de recursos institucionais, como fundos de pensão e family offices
Aumento de liquidez e profissionalização do mercado
Esse movimentoreduz o estigmaque ainda existia sobre oscriptoativose ajuda a integrá-los ao sistema financeiro global. Com isso, os ativos digitais ganham um novo status: de alternativa especulativa a potencial parte da alocação estratégica de portfólios institucionais.
Os ETFs podem impactar o preço dos criptoativos?
Sim – e já estão impactando.
Após a aprovação dos ETFs de bitcoin à vista nos EUA, o mercado viu entradas bilionárias de capital. Em poucos meses, os principais fundos listados acumularam mais deUS$ 50 bilhões em ativos sob gestão, puxando opreço do bitcoinpara novas máximas históricas em 2024.
Após a aprovação dos ETFs de ether à vista pela SEC dos EUA em julho de 2024, o mercado observou um aumento significativo no interesse institucional. Em julho de 2025, os ETFs de ether registraram entradas líquidas de US$ 1,85 bilhão em uma única semana, superando os US$ 72 milhões dos ETFs de bitcoin no mesmo período.
Esse movimento reflete uma crescente confiança dos investidores tradicionais na Ethereum,especialmente à medida que a regulamentação se torna mais clara e favorável. Analistas projetam que, com a continuidade desse fluxo de capital, o preço do ether pode alcançar níveis recordes.
Importante dizer: os ETFs também tornam o mercado mais sensível a mudanças regulatórias e decisões de grandes gestores. Com maior institucionalização, aumenta a interligação com o sistema financeiro tradicional.
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O investidor brasileiro pode comprar ETFs de cripto dos EUA?
Sim, mas com ressalvas. O investidor brasileiro pode acessar ETFs listados nos EUA por meio de: plataformas internacionais; plataformas que oferecemBDRs (Brazilian Depositary Receipts)de ETFs estrangeiros; fundos locais que investem nesses produtos.
No entanto, há alternativas nacionais. A B3 já ofereceETFs lastreados em criptodesde 2021, como oHASH11,QBTC11eETHE11, que replicam índices de bitcoin, ether ou cestas de criptoativos.
Esses produtos locais têm o benefício datributação mais clara,custódia nacionalefacilidade de acesso. Mas também podem apresentar taxas mais altas ou menor liquidez em comparação aos fundos dos EUA.
Quais os principais desafios e riscos dos ETFs de cripto?
Apesar das vantagens, os ETFs de criptonão eliminam os riscosdesse mercado. Entre os principais desafios, estão:
Volatilidade: mesmo por meio de ETF, o investidor está exposto à oscilação de preços típica do bitcoin e do ether.
Taxas de administração: muitos ETFs de cripto têm taxas superiores aos ETFs de ações.
Risco regulatório: decisões de agências como a SEC ou a CVM podem afetar esses fundos.
Liquidez e rastreamento: em alguns casos, o ETF pode não acompanhar o preço do ativo com exatidão, principalmente em mercados voláteis.
Além disso, como os criptoativos ainda estão em construção como classe de ativo, o investidor deve considerar o produto dentro do seuperfil de investidor.
Outras criptomoedas podem virar ETF no futuro?
Com aaprovação dos, o mercado passou a especular sobrequais outras criptomoedas podem seguir o mesmo caminho. Entre as principais candidatas estãoSolana,XRP,Cardano,Avalanche,SuieAptos.
ASolanatem ganhado destaquenesse cenário. Empresas comoVanEck e 21Sharesjá protocolarampedidos junto à SEC para lançar ETFs à vista baseados em SOL. Segundo analistas,a aprovação pode acontecer até o fim de 2025, especialmente se houvermudanças na liderança da SEC mais favoráveis ao setor cripto.
No entanto, a aprovação de ETFs para outras criptomoedasenfrenta desafios específicos. O principal deles é aclassificação regulatória. Enquantobitcoineetherforam reconhecidos como commodities, o que facilitou o processo,outras criptos, como aSolana, foram classificadas como valores mobiliários pela SEC. Isso impõe umasupervisão mais rígidaepode atrasar ou impediro lançamento de ETFs equivalentes.
Além disso, a aprovação depende de fatores como:liquidez suficiente no mercado à vista; adoção institucional significativa; clareza regulatória sobre o ativo.
Ou seja,cada criptoativo terá seu próprio caminho regulatório e técnico. O que funcionou combitcoineetherpodeservir como referência, masnão garante que outras aprovações seguirão o mesmo ritmo.
Em resumo, é possível que novas criptomoedas se tornem ETFs no futuro, mas isso dependerá deavanços regulatórios,infraestrutura de mercadoeinteresse institucional. Para o investidor, vale acompanhar de pertoas decisões da SECe asmovimentações dos principais gestores de ativospara identificar oportunidades — e riscos — nesse novo capítulo dos criptoativos.
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Vale a pena investir em ETFs de cripto se você é um investidor comum?
A resposta depende do seu perfil e dos seus objetivos. OsETFs de criptorepresentam uma forma prática de exposição ao setor, especialmente para quem já investe em produtos tradicionais da bolsa. Eles oferecem:
Diversificação: possibilita incluir criptoativos em uma carteira já composta por ações e outros fundos.
Regulamentação: são produtos regulados, o que pode trazer uma sensação adicional de segurança para alguns investidores.
No entanto, investir diretamente em criptoativos por meio de plataformas especializadas,como a Mynt — a plataforma de criptoativos do Banco BTG Pactual— oferece vantagens significativas:
Propriedade real dos ativos: ao comprar diretamente, você possui os criptoativos, podendo utilizá-los conforme desejar.
Negociação 24/7: diferentemente dos ETFs, que seguem o horário da bolsa, o mercado de criptoativos opera 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Custos potencialmente menores: ao evitar taxas de administração associadas aos ETFs, o investimento direto pode ser mais econômico.
Acesso a uma variedade maior de ativos: plataformas como a Mynt oferecem uma ampla gama de criptoativos, permitindo uma diversificação mais personalizada.
Recursos educacionais e suporte especializado: aMyntdisponibiliza análises, relatórios e atendimento dedicado para auxiliar na tomada de decisões.
Portanto, enquanto os ETFs podem ser uma porta de entrada conveniente para o universo cripto, investir diretamente por meio de plataformas como aMyntproporciona maior controle, flexibilidade e potencial de retorno. A escolha entre um e outro deve considerar seu perfil de investidor — conservador, moderado ou sofisticado — e seus objetivos financeiros.
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